População da Trafaria exige reposição de horários da Transtejo

Utentes da ligação fluvial entre a Trafaria e Lisboa fizeram um protesto esta terça-feira contra a redução dos horários daquela carreira, que se encontra em serviços mínimos desde 23 de Março.

 

“O objetivo é a retoma dos horários completos”, afirma João Horta, um dos representantes do movimento que organizou o protesto contra o corte nos horários na carreira Trafaria/Porto Brandão/Belém, ao ALMADENSE. “É inaceitável haver somente quatro carreiras de manhã e três à tarde”, afirmou o utente, lamentando a ausência de travessias entre as 10 horas da manhã e as 17 horas da tarde, quando o serviço é retomado.

Em serviços mínimos desde o passado dia 23 de Março, pouco depois de ter sido decretado o Estado de Emergência, a Transtejo veio entretanto a repôr os horários nas restantes carreiras. A 1 de junho voltou a vigorar o serviço habitual entre Cacilhas e o Cais do Sodré e, uma semana depois, entre o Terreiro do Paço e o Barreiro. Excluídas da retoma ficaram, contudo, as carreiras que ligam a Trafaria e Porto Brandão, em Almada, a Belém, em Lisboa.

A situação, garante João Horta, está a ter “reflexos na vida das pessoas”, levando a um “incentivo ao transporte particular, mais dispendioso e menos amigo do ambiente”. Ao mesmo tempo, também o “comércio local vê os clientes condicionados “pela falta de transportes públicos”, assinala o utente, igualmente descontente com a escassez de oferta ao nível do serviço público rodoviário, assegurado pela Transportes Sul do Tejo (TST) na zona da Trafaria.

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A manutenção dos serviços mínimos na ligação fluvial a Lisboa, também a Junta da União de Freguesias de Caparica e Trafaria que já solicitou reuniões com o conselho de administração da Transtejo/Soflusa, sucessivamente adiadas. “Sem qualquer mudança no horário, as pessoas que moram na Trafaria, no Porto Brandão e nas localidades vizinhas continuam a ter de usar outras alternativas, mais caras e mais poluentes. Até quando?”, questiona a Junta de Freguesias, numa resposta enviada ao ALMADENSe. “Da administração da Transtejo Soflusa exige-se resposta a esta pergunta, tal como se exige acção rápida para repor os horários normais e melhorar o serviço público de transporte fluvial”, conclui a entidade.

O ALMADENSE questionou a Transtejo/Soflusa sobre a retoma nos horários, mas não foi obtida qualquer resposta. Entretanto, as ligações fluviais da Transtejo deverão sofrer interrupções na tarde de quarta-feira e as da Soflusa na quinta-feira de manhã, devido a dois plenários de trabalhadores convocados pelos sindicatos, anunciou esta terça-feira a administração das duas empresas.

 

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