É fundamental apoiar a economia local e a actividade comercial em Almada

Sara Machado Gomes, presidente da concelhia do CDS-PP Almada                                                                                                                 

A somar ao apoio às famílias e às colectividades através do Plano Almada Solidária, é fundamental um apoio à economia local e à sua actividade comercial, nomeadamente junto das micro e pequenas empresas

 

Com o fim do estado de emergência e a entrada no estado de calamidade a vida comunitária e social em Almada, tal como noutros concelhos, tenta voltar ao normal.

O regresso à normalidade é também acompanhado com o retomar da actividade económica, no caso de Almada, maioritariamente no sector comercial, sendo este responsável pelo emprego de muitos almadenses e que depende do movimento de pessoas nas ruas para que possa manter a sua actividade em plenas funções. Este sector encontra-se em grandes dificuldades e tenta agora sobreviver, considerando que com praticamente dois meses sem facturação, o impacto financeiro será enorme, e em alguns casos irreversível, para estas empresas.

Artérias de Almada onde o comércio tem maior actividade como é o caso da Avenida D. Afonso Henriques e Rua de Olivença no centro da cidade ou mesmo nalgumas ruas do centro da Charneca de Caparica, do Laranjeiro ou da Costa de Caparica, habituadas a grande movimento, vivenciaram durante quase dois meses a ausência de clientes devido ao encerramento obrigatório dos seus estabelecimentos.

Em paralelo com os apoios estatais, as autarquias devem ter um papel fundamental na retoma da actividade comercial local, implementando medidas impulsionadoras que possam ir de encontro às pretensões dos micro e pequenos empresários do concelho.

Assim, o CDS-PP defende que, a somar ao apoio às famílias através do Plano Almada Solidária (PAS) e o apoio às colectividades, é fundamental um apoio à economia local e à sua actividade comercial nomeadamente junto das micro e pequenas empresas, com o objectivo de evitar a todo o custo a sua asfixia potenciadora de falências e com implicações ao nível do desemprego.

No que concerne a medidas de apoio, o CDS-PP entende que a criação de um gabinete de apoio ao comércio seria uma medida que poderia ser uma ferramenta fundamental para esse sector de actividade tão afectado. Este gabinete deveria ter uma função Informativa, disponibilizando informação legal e procedimental, assim como deveria ter uma função formativa, onde seriam disponibilizados recursos para permitir a adaptação deste pequeno comércio às novas plataformas digitais e redes sociais, ampliando assim a divulgação dos seus serviços e produtos.

 

Devemos repensar os nossos hábitos de consumo, priorizando o comércio de rua, que tanta vida dá à nossa cidade

Seria também bastante importante a existência de um fundo de apoio às empresas, direcionado a empresas viáveis, mas que devido á actual situação pandémica se encontrem em grandes dificuldades de tesouraria. Este fundo seria uma resposta imediata a um problema real e que carece de resposta urgente.

A par de todas estas medidas é imperativo o reforço da limpeza e reabilitação do espaço público, assim como o reforço de medidas de segurança para que as pessoas se sintam confortáveis nas suas compras no comércio local.

É fundamental a realização de acções de rua, como animação de rua, teatro de rua ou outras iniciativas que visem trazer pessoas para as ruas de Almada e que criem as condições favoráveis ao consumo no comércio local.

Considero, assim, que está nas mãos de todos nós garantirmos a sobrevivência do nosso comércio local e das nossas micro e pequenas empresas e é imperativo termos todos a noção que, para que isso seja possível, devemos repensar os nossos hábitos de consumo, priorizando o comércio de rua que tanta vida dá á nossa cidade.

 

* A autora escreve segundo o antigo Acordo Ortográfico

 

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